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Deserto (2024)

Direção Musical e Criação Sonora por Pedro Sodré e Luiz Felipe Reis

Com direção e dramaturgia original de Luiz Felipe Reis, “DESERTO” levará ao palco do Futuros — Arte e Tecnologia uma proposta inédita: a primeira dramaturgia e encenação baseadas em fragmentos da vida e de diferentes obras do premiado escritor chileno Roberto Bolaño (1953-2003), considerado um dos maiores autores latino-americanos da virada do século 21.

Em cena, o ator Renato Livera se aproximará da figura do escritor, emprestando corpo e voz às suas palavras escritas ou faladas, extraídas de obras como “A universidade desconhecida”, “2666”, “Os detetives selvagens”, “Entre parêntesis”, “O segredo do mal” e “O gaúcho insofrível”. 

Resultado de uma extensa pesquisa na obra do autor, “DESERTO” apresenta aos espectadores uma composição dramatúrgica que costura diferentes textos — contos, crônicas, notas, discursos, palestras, poemas — e entrevistas concedidas por Bolaño, em que o autor compartilha suas mais fundamentais e recorrentes inquietações artísticas e existenciais.

Em seu recorte dramatúrgico, “DESERTO” joga luz, sobretudo, nos últimos anos de vida do escritor. Diagnosticado com uma doença hepática degenerativa, em 1992, Bolaño passou sua última década de vida lidando com uma doença crônica e, de certa forma, silenciosa. Durante esse tempo, ele aguardava um transplante de fígado enquanto se dedicava à conclusão de obras como “2666”, sua obra-prima final, e “O gaúcho insofrível”, sua última coleção de contos.

Para a construção de “DESERTO”, portanto, foi empreendida uma pesquisa que abarca não apenas os mais conhecidos romances e contos do escritor, mas toda sua vasta produção poética, além de inúmeras entrevistas e textos não ficcionais de diferentes formatos que nos permitem acessar detalhes, rastros e traços preciosos que compõem o multifacetado universo Bolaño. 

“DESERTO” convida o público, assim, a um mergulho profundo no imaginário e no inconsciente poético do autor. Nesse “mundo Bolaño” — um lugar nada desértico, diga-se —, se justapõem lembranças autobiográficas e reflexões sobre a sua trajetória literária, suas preocupações éticas e estéticas, políticas e poéticas, num jogo de atravessamento incessante entre vida e arte, como é característico de toda a produção literária do autor. 

Em cena o que acompanharemos não é exatamente a vida particular de Bolaño, mas fragmentos da jornada arquetípica de um poeta. Um escritor latino-americano, nascido no Chile, que atravessa o continente rumo ao México e que, posteriormente, fixa-se na Espanha. “DESERTO” é a recomposição de rastros dessa aventura. A travessia de um espírito inquieto marcado pela inconformidade com as normas, pelo desejo de ruptura, fuga, viagem, e então seu encontro com o desterro, o exílio, o deserto do real e, enfim, com a criação artística.

“DESERTO” pretende iluminar sobretudo o legado artístico de Bolaño, um autor que, após sua morte, em 2003, e a publicação de “2666”, em 2004, se tornou um dos maiores fenômenos literários da virada do último século — considerado por muitos o maior expoente das letras latinas desde Gabriel García Márquez.

Direção e dramaturgia original
Luiz Felipe Reis

Atuação:
Renato Livera

Direção assistente:
Julia Lund

Interlocução dramatúrgica:
José Roberto Jardim

Direção de movimento e preparação corporal:
Lavínia Bizzotto

Direção musical e criação sonora:
Pedro Sodré e Luiz Felipe Reis

Cenografia:
André Sanches e Débora Cancio

Figurino:
Miti

​Criação de vídeo:
Julio Parente

Iluminação:
Alessandro Boschini

Assistente de vídeo e operação de vídeo e luz:
Diego Avila

Operação de Som:
Gabriel Lessa

Design gráfico:
Bruno Senise

Fotografia de estúdio:
Renato Pagliacci

Assessoria de imprensa:
Ney Motta

Direção de produção:
Sergio Saboya (Galharufa)

Produção executiva:
Roberta Dias (Caroteno Produções)

Idealização e coprodução:
Polifônica

Proponente:
Associação Cena Brasil Internacional

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